Dados geofísicos sugerem que uma região de 5 milhões de quilômetros quadrados, que inclui Nova Zelândia e Nova Caledônia, é uma única parte intacta de crosta continental e é geologicamente separada da Austrália, o que poderia classificá-la como um novo continente.

“Se você puxar o plugue nos oceanos do mundo, então Zelândia seria provavelmente há muito tempo reconhecido como um continente”, diz o líder da equipe Nick Mortimer, um geólogo da GNS Science em Dunedin, Nova Zelândia.

Porém, não existe um organismo internacional que está encarregado de designar continentes oficiais, pelo que tem, os investigadores devem esperar que um número suficiente de seus colegas concorde em reconhecer a massa terrestre. Caso contrário, a ideia proposta poderia permanecer mais como um desejo teórico do que uma reformulação que deva ser ensinada nas escolas nas classes de geografia.


Nova Zelândia, que faria parte do novo continente, vista do espaço em foto feita no ano passado pelo astronauta britânico Tim Peake

“Os resultados estão nos empurrando para repensar quão amplamente podemos ou deveríamos aplicar a definição estabelecida de massas continentais geológicas”, diz Patrícia Durance, geóloga mineral do escritório da GNS Science em Lower Hutt, Nova Zelândia.

Mapas de satélite feitos usando o campo gravitacional da Terra mostram claramente que a Zelândia contém uma característica geográfica coerente que se estende desde perto da costa nordeste da Austrália até bem depois das ilhas da Nova Zelândia, diz Mortimer. As amostras do fundo do mar revelam que a Zelândia consiste em uma crosta continental leve e não nas rochas vulcânicas escuras que compõem os planaltos submarinos próximos.

Os cientistas estão empenhados para que o continente seja reconhecido. É uma batalha árdua que exige provas, dados e anos de discussão na sociedade científica. Nos resta esperar para confirmar se a Zelândia realmente entrará como o próximo continente do nosso planeta Terra.

Mais informações em: Nature