Uma tempestade constante solar vem gerando enormes auroras no polo norte de Júpiter. O telescópio espacial Hubble capturou imagens belíssimas do fenômeno, causado pela interação do campo magnético do planeta com as partículas eletricamente carregadas do Sol.

Em 1979, as auroras boreais de Júpiter foram vistas pela primeira vez pela sonda Voyage e vêm sendo estudadas tão intensamente nas últimas décadas que a “ciência climática de Júpiter” se tornou uma subdisciplina da astronomia.

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Utilizando tecnologia ultravioleta, o Hubble observou a aurora de Júpiter por cerca de um mês. Daqui a alguns dias, a sonda Juno, da NASA, movida a energia solar, chegará à órbita do planeta para realizar uma missão de um ano e meio que busca mapear o campo magnético do planeta, estudar a interação com as tempestades solares e determinar a origem das auroras.

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“Essas auroras são impressionantes e estão entre as mais ativas que eu já vi”, disse Jonathan Nichols, da Universidade de Leicester, em um comunicado. “Parece que Júpiter está soltando fogos comemorando a chegada do Juno.”

Fonte: Hubble