O Observatório de Arecibo, um enorme telescópio de rádio construído dentro de um poço de Puerto Rico, é mais conhecido por seus esforços para procurar sinais de rádio de extraterrestres.

Mas também é uma estação de radar poderosa que pode captar objetos passando no espaço.

Arecibo começou a fazer exatamente isso no domingo, capturando incríveis novas imagens de um asteroide o 2015 BN509.

O que as imagens mostram é um pouco engraçado: uma rocha espacial que parece um amendoim gigante.

Veja o formato dele neste GIF animado:

E um pouco mais próximo:

Não é apenas grande, tem cerca de 200 metros de largura por 400 metros de comprimento – mais alto do que o Empire State Building, em Nova York – mas a NASA também considerou “potencialmente perigoso”, ou seja, a sua órbita através do espaço poderia um dia levá-lo a colidir com a Terra.

Ed Rivera-Valentín, cientista planetário da Associação Universitária de Pesquisas Espaciais, que estuda os dados de Arecibo, disse ao Business Insider em um e-mail que o asteroide 2015 BN509 passou próximo da Terra nesta semana a uma velocidade de 70.500 quilômetros por hora.

“A forma do ‘amendoim’ é peo fato de que é um binário de contato”, disse Rivera-Valentín.

Ele acrescentou que binários de contato (ou asteroides em forma de amendoim, se você preferir) são realmente muito comuns – cerca de um em cada seis rochas espaciais é categorizado como tal.

O que é menos típico no 2015 BN509, é o quão próximo ele gosta de se aproximar da Terra. O objeto se aproximou do nosso planeta em uma escala desconfortável de aproximadamente 14 vezes a distância entre a terra e a lua:

Rivera-Valentín disse que é vital capturar imagens de objetos próximos da Terra enquanto, já que há sempre um bom grau de incerteza sobre seus caminhos futuros, pelo menos depois que os telescópios ópticos os localizam pela primeira vez.

“Arecibo vai além de agir como adivinho, podemos caracterizar esses objetos”, disse ele. “Podemos estudar seu tamanho, forma, estado de rotação, composição e geologia de superfície próxima”.

O objetivo final é alimentar esses dados em simulações avançadas e estimar o quão grande é uma ameaça que uma determinada rocha espacial perigosa representa para a humanidade.

“Um impacto de asteróide, ao contrário de outras catástrofes naturais, pode ser evitado. Os dados de Arecibo podem ser usados ​​pela NASA para informar uma missão de defesa planetária”, disse ele.

Uma missão de “defesa planetária” pode soar como o enredo de um blockbuster de ficção científica, mas a NASA é extremamente séria sobre rastreamento e preparação de asteroides assassinos. A agência espacial ainda tem um mandato do Congresso para encontrar 90% de uma estimativa de 300.000 NEOs grande o suficiente para limpar uma grande cidade fora do mapa.

As rochas espaciais que são capazes de tal devastação passam por nós com uma freqüência preocupante. Na verdade, o americano típico é cerca de 30 vezes mais propensos de morrer pelo impacto de um asteroide, do que morrer em um ataque terrorista de refugiados, de acordo com uma análise de dados recente feito pelo Business Insider.

No entanto, a NASA recentemente e pela terceira vez recusou o NEOCam – um poderoso telescópio espacial de caça aos asteroides – que poderia ajudar a fazer esse trabalho.

Em um e-mail para a Business Insider, funcionários da Nasa disseram que pretendem financiar a missão NEOCam, embora só parcialmente até 2017 – presumivelmente tempo suficiente para conseguir um financiamento total para a missão, e um foguete para lançá-lo.

“O projeto NEOCam está trabalhando para identificar as atividades que poderiam ser feitas este ano, o que reduziria o risco técnico, e de custo de uma missão futura”, disse David Schurr, vice-diretor do programa de ciência planetária da NASA.

Fonte: IFLScience