Quando ficar pronto para uso, o GMT ou Telescópio Gigante de Magalhães, poderá realizar imagens dez vezes mais nítidas do que as do telescópio Hubble, e, ao mesmo tempo, quebrar o recorde de superfície de lente, pois terá pelo menos o dobro do tamanho em comparação com qualquer lente óptica existente em nosso planeta.

Em uma conferência realizada no Chile, em Novembro, cientistas de renome e figuras públicas falaram sobre o impacto revolucionário que o telescópio GMT terá sobre a compreensão do universo e da vida alienígena em nosso sistema solar e também fora dele.

“O GMT vai revolucionar nossa visão e compreensão do universo. Ele será lembrado nos livros de ciência escrito daqui centenas de anos, assim como quando foram realizadas as primeiras imagens do telescópio Hubble”, disse Taft Armandroff, presidente da Organização do GMT.

Depois de uma declaração tão ousada, você esperaria que o telescópio chileno possa ser realmente imponente, e vai. Pois a construção está sendo realizada a mais de 2.000 metros acima do nível do mar, no sul do Deserto do Atacama, com uma estrutura de um prédio com 22 andares de altura e terá um espelho de 25.4 metros de diâmetro e com uma área de luz 4,54 vezes maior à de qualquer outro telescópio atual. Uma característica única desse projeto é o uso de sete segmentos de espelho, com cada um deles de 8,4 metros de diâmetro, localizados de modo que criarão uma só superfície ótica e o transformará em um dos telescópios mais potentes do mundo.

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Espera-se que o telescópio esteja pronto para uso até o final de 2021, o GMT vai ajudar os pesquisadores a entender algumas das maiores questões na astronomia, chegando a exoplanetas próximos que poderiam abrigar vida alienígena e ainda mais, o observatório também será usado para examinar algumas estrelas e galáxias mais próximas com maior precisão e nitidez do que o Hubble. Em outras palavras, os astrônomos vão poder ter informações bem mais precisas que datam desde início do universo, ou seja, de 13,8 bilhões de anos com muitos detalhes.

Confira um vídeo sobre o telescópio:

“Nós construímos telescópios para descobrir o que não sabemos. Para descobrir coisas novas. Toda vez que as pessoas constroem telescópios maiores, surgem descobertas significativas e novas evidencias, que alteram todo o nosso passado”, acrescentou Pat McCarthy, presidente da GMTOTelescopio_2

A nova geração de super telescópios com certeza vai levantar mais questões de sobre encontrar vida alienígena dentro e fora do sistema solar, e também nos trará mais questionamentos sobre a origem da vida terrestre. Calcula-se que o GMT terá um custo aproximado de US$ 700 milhões.

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Fonte: Aqui, aqui e aqui.