Você já deve ter se deparado na internet com imagens maravilhosas de nebulosas de diversas partes do Cosmos. Imagens que te fascinam pelo jeito que são expostas e como se encontram no Universo em formas aleatórias e magníficas. Mas você sabe o que elas são e de que são formadas? Vem com a gente que vamos te explicar um pouco sobre estas maravilhas do Universo!

As nebulosas são basicamente acumulações de gases e poeira cósmica que existem em liberdade pelo espaço. Se tratam de nuvens moleculares de hidrogênio, plasma e outros gases ionizados que habitam o meio cósmico. Existem diversos tipos de nebulosas pelo Universo, algumas resultam da queima da energia nuclear das estrelas (supernovas), outras são regiões que dão vida às estrelas. Além destas, mostraremos a você os tipos mais famosos de nebulosas:

Nebulosa de Emissão:

Estas nebulosas emitem sua própria luz por serem nuvens de gás com altas temperaturas. Os átomos na nuvem são energizados por luz ultravioleta de uma estrela próxima e emitem radiação quando decaem para estados de energia mais baixos. Apenas estrelas grandes e quentes podem libertar a quantidade de energia necessária para ionizar uma parte significativa da nuvem. A cor da nebulosa depende da sua composição química e devido à alta prevalência do hidrogênio no gás interestelar, muitas nebulosas de emissão são vermelhas. Se mais energia estiver disponível, outros elementos podem ser ionizados e então aparecem em cores verde e azul.

Alguns exemplos de Nebulosas de Emissão:


A Nebulosa da Lagoa, ou M8 (NGC 6523). É uma nebulosa de emissão que contém um enxame estelar à sua frente e várias regiões de formação estelar. O brilho vermelho é hidrogénio. Situa-se a 5,200 anos-luz de distância na direção da constelação de Sagitário.


NGC 2174, nebulosa de emissão na constelação de Orionte


A famosa nebulosa de Orion, localizada a 1800 anos-luz de distância

Nebulosas de Reflexão

As nebulosas de reflexão são nuvens de poeira que simplesmente refletem a luz de uma ou várias estrelas próximas. Estas não são quentes o suficiente para provocar ionização no gás da nebulosa como ocorre com as de emissão, mas são brilhantes o suficiente para tornarem o gás visível. Elas são difíceis de serem percebidas e sua cor mais comum é a azul devido à dispersão ser mais eficiente nesta cor.

Confira alguns exemplos:


Nebulosa LC 2118, também conhecida como Nebulosa da cabeça de bruxa, associada a estrela Rigel na constelação de Orion. Está localizada a 1.000 anos-luz de distância.


Nebulosa NGC 1999, localizada a 1500 anos-luz de distância na direção da constelação de Orionte.

Nebulosas escuras

Se trata de nuvens de poeira e gás frio, que não emitem luz visível, e que escondem as estrelas que elas contêm, ou seja, regiões pobres em estrelas. Nebulosas escuras podem ser vistas se elas obscurecerem parte de uma Nebulosa de reflexão ou emissão, ou caso ela bloqueie estrelas de fundo.


O exemplo mais famoso de nebulosa escura é a Nebulosa cabeça de cavalo localizada a 1.500 anos luz de distância.

Nebulosas planetárias

Nebulosas planetárias consistem numa concha de gás formadas por certos tipos de estrelas no fim das suas vidas. Apesar do nome, estas nebulosas não têm relação com planetas, seu nome deriva de uma suposta semelhança em relação à aparência formada dos gigantes gasosos.
As nebulosas planetárias desempenham importante papel na evolução química de uma galáxia, pois enviam material para o meio interestelar, enriquecendo-o em elementos mais pesados através do nucleossíntese.

Vejam os exemplos:


A nebulosa do anel, M57, localizada a 2.000 anos luz de distância na direção da constelação de Lira.


Nebulosa de haltere ou Dumbbell, localizada 1.200 anos-luz de distância na direção da constelação de Raposa.


Nebulosa NGC 2438, encontrada no enxame M46. Localizada a 2.900 anos-luz de distância.


Nebulosa de Helix, localizada a 700 anos-luz de distância.

Fontes e Imagens:

Fontes e Imagens:

http://www.ccvalg.pt
http://www.astronomia.web.st
http://www.astronoo.com
http://hubblesite.org/
https://www.nasa.gov/