A cientista brasileira Priscila Kosaka junto com um time de pesquisadores do Conselho Nacional de Investigação da Espanha (CSIC) desenvolveram um biossensor que consegue detectar o vírus HIV durante a primeira semana após a infecção.

Atualmente é preciso esperar cerca de 30 dias – que conhecemos como período de janela imunológica – para que se possa detectar a presença do vírus no sangue.
Para realizar o exame, o soro (material obtido a partir da coagulação do sangue) é depositador no biossensor, que está adaptado e preparado para encontrar qualquer partícula da proteína p24. “O sensor é como um trampolim de piscina. Ele vibra com uma determinada frequência quando há algo sobre ele”, explica Priscila em entrevista à Exame. Desta forma, é possível que haja a medição das massas das proteínas.

Em seguida, são colocadas sobre o sensor nanopartículas de ouro. “Possuem ressonâncias ópticas que fazem as proteínas brilharem”, diz Kosaka. Segundo a cientista, esta combinação da estrutura mecânica do biossensor com as nanopartículas de ouro faz com que o exame seja 100.000 vezes mais sensível a proteína p24 do que o teste tradicional. “A especificidade é tão alta que a taxa de erro é quase mínima”.


Investigação de um biossensor para a detecção precoce da Aids no Instituto de Microeletrônica de Madrid (CSIC)
© JOAN COSTA /CSIC

O Processo completa levará menos de cinco horas para ser feito e os resultados clínicos podem estar disponíveis possivelmente no mesmo dia do exame.
Ao saber precocemente da contaminação o paciente poderá iniciar o tratamento antes de a carga viral aumentar, o que beneficia na contagem de células CD4, que organizam a resposta imunológica do corpo. “Logicamente, a detecção também é crítica para a prevenção da transmissão do HIV”, conta a Priscila.

E então o que acharam desta maravilhosa novidade da ciência?

Fonte e Imagens:

EXAME.abril
EXAME

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